Comportamento do mercado Imobiliário pode mudar no segundo semestre

O comportamento do mercado imobiliário reflete a condição macroeconômica de um país, e, aqui no Brasil, não poderia ser diferente. O primeiro semestre foi marcado pela alteração do calendário produtivo em razão de alguns eventos, como Carnaval tardio, grande número de feriados e Copa do Mundo. Como resultado: queda nos lançamentos e na comercialização de unidades residenciais novas.

Fatores como estes fazem gerar especulações de que o país estaria vivendo a tão temida Bolha Imobiliária. Para Zarif Píspico Inteligência de Mercado e Gerente de Novos Negócios, com uma ampla vivência no mercado imobiliário, estamos longe de uma Bolha imobiliária.

“O Estado de são Paulo foi responsável por ter concentrado a maior carteira de financiamentos imobiliários do país, e ter crescido disparado entre os meses de janeiro a agosto de 2013, em mais de 40%, e ainda oferecendo em 15 dias o que oferecia em relação ao ano inteiro de 2003”.

“Outro motivo pelo qual posso afirmar que não estamos em uma Bolha Imobiliária, é a dificuldade encontrada na hora de financiar um imóvel no Brasil, os critérios utilizados ainda são muito rigorosos, mesmo sendo um apetite que não para, por termos financiamento barato e dentro de uma inflação considerada muito equilibrada. E mais, o crédito imobiliário tem a menor inadimplência de todos os produtos bancários. Tudo isso, é bem diferente do que aconteceu nos Estados Unidos na ocasião da Bolha Imobiliária”. Afirma.

IFZarif, gerente de novos negócios da Plazza Realty Brasil

De acordo com a Zarif, quem comprou imóvel nos últimos anos, ganhou muito dinheiro acima da inflação e foi uma das melhores aplicações de recursos. E para o mercado imobiliário ir bem, depende da economia do país.

No primeiro semestre, o setor imobiliário passou por uma arrumação, e o valor dos imóveis também se assentou em relação à lei da oferta e da procura, e esta lei nem mesmo a Dilma pode revogar.

“O mercado trabalhou somente 15 dias no mês de julho, e este mês de agosto vai servir para mensurarmos como o mercado irá reagir daqui pra frente, O Valor Geral de Vendas (VGV) já mudou, e podemos perceber uma movimentação tanto na oferta quanto na procura”. Conclui.

 

Fonte: Jornal União do ABC

 

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